quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Abruxaria e a wicca têm um papel importante no resgate da figura da mulher, especialmente quando ligada ao religioso. Nas escultura do período Paleolítico, a mulher era um tema recorrente (Vênus de Willendorf, Laussel, etc.), representada seios fartos, quadris largos e a vagina bem delineada; era a materialização da Grande Mãe. Há indicações de que a mulher representava a imortalidade, os mistérios da geração da vida e o poder mágicko.

Os símbolos femininos dessas épocas ancestrais se mantiveram presentes até a Antiguidade clássica e, de certa forma, até os dias de hoje.

Margaret Murray, uma eminente egiptóloga, lançou a tese de que a bruxaria era um culto marginal presente no Ocidente desde o período Paleolítico. Esse culto se manteve vivo e atuante, paralelo aos cultos oficiais, seja o paganismo greco-romano, seja o cristianismo. Tinha como divindade principal o deus de chifres, conhecido como Cernunnos, Pá ou Dianus, um deus da fertilidade muito similar ao Shiva de Mohenjo Dharo, senhor dos animais, ou o Cernunnos celta.

Essa tese de Murray ganhou uma legião de adeptos e, posteriormente, também de críticos. Hoje em dia, entre os acadêmicos, convencionou-se refutar a tese de Margaret Murray, tida como infundada. Apesar disso, na história da humanidade encontraremos inúmeros cultos que se assemelham à bruxaria.

Vale salientar que muitos elementos atribuído à bruxaria foram criações da Igreja Católica que, com o fim do feudalismo e as convulsões sociais decorrentes, via sua hegemonia ameaçada. Assim, o Santo Ofício (Inquisição) tinha como meta resguardar a fé, ou melhor, o domínio da Igreja.

Numa mudança radical, a sociedade, até então rural, se tornava urbana. O nome “pagão” vem do latim paganus, e se refere ao morador do campo, termo usado pelos romanos “cultos” convertidos ao cristianismo e que residiam nas cidades. Desse modo, pagão seria equivalente a “caipira”, e indicava alguém com crenças “atrasadas”, ou seja, ligado aos antigos deuses. Muitas das práticas pagãs eram vistas como crendices ou adoração ao demônio.

A era das fogueiras se delineia a partir do século 15, sob grande influência alemã, de onde mais tarde surgiria Lutero e o protestantismo. Em 1484, o Papa Inocêncio VIII (1432-1492) criou a bula Summis Desiderantes Affectibus, o documento que dá o aval para a matança que se seguiria, dando corpo ao Santo Ofício. Esse evento motivou o Malleus Maleficarum (1487), obra dos dominicanos alemães Heinrich Kraemer (c. 1430-1505) e Jacob Sprenger (c. 14361494), um manual de caça às bruxas, também conhecido como O Martelo das Bruxas.

Mas com o Renascimento artístico da época, também se desenvolve uma visão humanista e antropocêntrica, com o homem encarado como a “pérola” da criação e não mais um desgraçado pecador. Isso se contrapunha diretamente à Igreja e ao pensamento medieval. A vida era vivida em torno do ser humano, e não apenas da religião. Assim, as descobertas da Renascença abalavam os dogmas da Igreja e descortinavam uma nova era para a humanidade. A medieval retratava as desgraças do mundo e, conseqüentemente, as maravilhas do reino de Deus. A arte da Renascença mostra o homem feliz e a volta dos deuses romanos e gregos.


O LEITOR JÁ DEVE ESTAR SE PERGUNTANDO COMO SE DEU O RENASCIMENTO DA BRUXARIA nos moldes em que a conhecemos hoje. Vários elementos colaboraram em sua formação, especialmente alguns livros que se mostraram deveras importantes.

Um deles foi A Bruxaria Hoje (Witchcraft Today, 1954), de Gerald Gardner (1884-1964), um marco na história da bruxaria ou na criação da wicca (palavra de origem anglo-saxã). Esse livro trouxe a bruxaria a público e reavivou o interesse pelo tema, tarefa engendrada anos antes por Aradia: O Evangelho das Bruxas (Aradia: Gospel of the Witches, 1899), de Charles Godfrey Leland (1824-1903); pelo importantíssimo O Culto das Bruxas na Europa Ocidental (The Witch Cult in Western Europe, 1921), de Margaret Murray (1863-1963); e por A Deusa Branca (The White Goddess, 1948), de Robert Graves (1895-1985); sem esquecer, é claro, de O Ramo de Ouro (The Golden Bough, 1922), de Sir James Fraser (1854-1941). Todos esses livros semearam o caminho para que a wicca viesse a florescer.

Gardner tem um papel de destaque. Além de seus livros, criou covens e iniciou vários bruxos, dando corpo ao movimento. Ele passou a maior parte de sua vida trabalhando na Malásia, onde pôde entrar em contato com várias tradições exóticas. Esse gosto fez com que, após a sua aposentadoria e regresso à Inglaterra, ele ingressasse na Sociedade de Folclore e percorresse os meandros do ocultismo britânico, pesquisando as mais diversas fontes. Nessas pesquisas, ele conheceu Aleister Crowley (1875-1947) e Old Dorothy Clutterbuck (1880-1951), importantes figuras em sua trajetória.

Gardner foi membro da Fellowship of Crotona, em New Forest, onde conheceu Dorothy Clutterbuck, que o teria iniciado na bruxaria. Há quem diga que esse coven nunca existiu, mas há relatos mencionando que, na Segunda Guerra Mundial, em New Forest, um grupo de bruxas se reuniu para impedir o desembarque dos exércitos nazistas. A própria existência de Old Dorothy Clutterbuck era posta em dúvida, mas Doreen Valiente (1922-1999), discípula de Gardner, consegue provar sua existência.


O QUE SALTA AOS OLHOS É O ECLETISMO DE ELEMENTOS utilizados por Gardner na confecção da wicca. Muitos rituais são criados a partir de elementos da magia cerimonial, especialmente a advinda da Aurora Dourada (Golden Dawn) e da maçonaria, entre outras fontes. Os fundadores da G.D., Samuel Liddel MacGregor Mathers (1854-1918), William Wynn Westcott (1848-1925) e William Robert Woodman (1828-1891), eram maçons e membros da SRIA (Sociedade Rosa-Cruz da Inglaterra), à qual também pertencia Hargrave Jennings (1817-1890). Havia boatos da ligação de Jennings com um coventículo, e Gardner até imaginava que ele poderia ser o “autor” de O Livro das Sombras. As ligações de Jennings com cultos fálicos são proverbiais.

Hargrave Jennings era o autor do livro Os Rosacrucianos (1870), no qual narra várias facetas do ocultismo da bruxaria. Por sua vez, Francis King afirma que as teorias de Murray haviam sido retiradas da obra de Hargrave Jennings e que, em 1915, Crowley havia escrito a Frater Achad, Charles Stansfeld Jones (1896-1950), a respeito da necessidade da criação de um culto pagão. A descrição do referido culto lembraria em muito a bruxaria gardeneriana, que surgiria algumas décadas depois. Tanto é assim que, para alguns estudiosos, o verdadeiro “pai” da bruxaria wicca foi Aleister Crowley e não Gardner, sendo Crowley o autor de O Livro das Sombras. Muitos anos antes, Crowley já se havia colocado como profeta da nova era e responsável pelo ressurgimento do paganismo, tendo pesquisado e desenvolvido várias vertentes da magia.

Gardner foi feito membro da O.T.O. (Ordo Templi Orientis), ordem mágicka reestruturada por Crowley. A relação entre Crowley e Gardner era amistosa, e o próprio Gardner acreditava que Crowley era uma das pessoas capazes de ter escrito O Livro das Sombras, talvez uma forma talvez de lhe dar a autoria sobre o livro ou de justificar o uso de grande quantidade de material de Crowley. Há inúmeras passagens de Crowley no livro de Gardner: “Eu sou a chama que arde em todo coração humano, e no núcleo de toda estrela. Eu sou Vida, e o doador da vida, entretanto, conhecer-me é conhecer a morte”. “Eu os amo! Eu anseio por vós! Pálido ou púrpura, velado ou voluptuoso, Eu que sou todo prazer e púrpura, e ébria no sentido mais profundo, os desejo”.

De todas as passagens, a mais clara é: “Faz o que tu queres, desde que não prejudiques a ninguém” (ou correlata); uma adaptação clara de: “Faz o que tu queres, há de ser o todo da Lei”, a máxima de Crowley. Ou ainda o uso do pentagrama: “Meu número é 11, como todos seus números que são nossos. A Estrela de Cinco Pontas, com um Círculo no meio”. O pentagrama wiccano é o inverso, ou seja, uma estrela circundada pelo círculo.


CONVÉM FALAR UM POUCO A RESPEITO DO LIVRO DE LELAND, Aradia: O Evangelho das Bruxas, escrito a partir do relato de uma jovem chamada Maddalena – uma bruxa de Florença, na Toscania. Ela se dizia descendente de uma tradição da bruxaria, a stregoneria. O quanto disso foi invenção da “fonte” ou criação do próprio Leland, não sabemos, mas o importante é que o livro trazia em “primeira mão” um culto de bruxaria. No livro, é narrada a história de Diana, que se une a seu irmão e filho, Lúcifer. Dessa união nasce Aradia, que vem à Terra para ensinar a arte da bruxaria. Tecnicamente, essa tradição remontaria aos etruscos.

Por mais que a narrativa de Leland seja difícil de se sustentar, é bom lembrar que relatos sobre o culto à deusa Diana são conhecidos ao longo da Idade Média. Esse culto era atribuído às bruxas, as fiéis da deusa. O historiador e antropólogo Carlo Ginzburg, em seus livros Storia Notturna, Una Decifrazione del Sabba e I Benandanti: Stregoneria e Culti Agrari tra Cinquecento e Seicento, coletou vários relatos sobre bruxaria, paganismo e cultos da fertilidade nas idades Média e Moderna.

Vale salientar que na pesquisa de Ginzburg um dos nomes da deusa era Diana, nomenclatura usada pela Igreja. Na verdade, a deusa era chamada de várias outras formas, e a roupagem cristã provavelmente era a camuflagem de um substrato pagão muito mais antigo. O papel da Igreja foi demonizar os cultos e enquadrá-los nas idéias oficiais, ou seja, como adoração ao diabo. À sua moda, a Igreja Católica contribuiu para a união entre Diana e as divindades germânicas da fertilidade uma vez que, durante a conversão desses povos, passava a nomear todas as divindades locais como Diana, um nome “clássico”, “encaixando” as crenças politeístas à sua teoria demonológica.

Os romanos também estabeleciam correlações entre suas divindades e as de outros povos. Populações celtas, teutônicas e eslavas faziam parte do Império Romano, e a deusa romana Diana ganhava atributos da Epona céltica. Assim, o Império Romano acabou por promover a miscigenação de cultos, produzindo o sincretismo entre algumas divindades.

Para completar o quadro, no fim do Império, com a invasão dos bárbaros, mais tradições e influências se acumularam. A Itália foi conquistada por godos, vândalos, lombardos e hunos. Séculos depois, veio o Sacro Império Romano Germânico. Essa miscigenação produziu lendas acerca da “cavalgada das bruxas”, chefiadas pela deusa Diana, um sincretismo entre as divindades mediterrâneas e as germânicas; os nórdicos, em seus Eddas, diziam que as bruxas iam para sua reunião montadas em lobos, javalis ou “paus de cerca”.


UM PONTO CURIOSO A RESPEITO DA BRUXARIA SÃO OS PADRÕES similares encontrados na bruxaria de locais diferentes e sem qualquer contato uns com os outros. Uma das explicações reside na noção de inconsciente coletivo e na teoria dos arquétipos. Dessa forma, a grosso modo, a bruxaria não seria transmitida linearmente, de bruxa para bruxa, mas sim como um aspecto mais profundo da raça humana. Assim, ela poderia emergir nos locais mais distantes uns dos outros, como realmente aconteceu. Isso explicaria, em parte, a similitude entre alguns aspectos da bruxaria africana e da inglesa, por exemplo. Notei isso em minha pesquisa sobre vampiros e bruxaria, com o padrão dos relatos se repetindo da Malásia ao Caribe. Outros pesquisadores também se depararam com esse padrão, suscitando as mais diversas teorias.

A bruxaria é parte integrante da magia européia, e não só no passado remoto. Alguns membros de ordens, como a Golden Dawn, fizeram pesquisas de campo, nas quais afirmam ter encontrado essas tradições vivas. Temos o relato de J.W. Brodie-Innes (1848-1923) sobre as tradições celtas e de bruxaria, publicadas na revista Occult Review (vol. XXV); ou mesmo o brilhante artista plástico Austin Osman Spare (1886-1956), criador do Zos Kia Cultus, que foi iniciado pela senhora Paterson, uma norte-americana que alega ser descendente das bruxas de Salem.

Após seu renascimento efetivo, a bruxaria, nas mãos de Gardner, se multifacetou em várias tradições. A seu modo, cada uma delas tenta resgatar – na verdade recriar – os mistérios antigos. Algumas tradições mais sérias, outras nem tanto. Mas, sem dúvida, todas representam um movimento de vital importância no resgate do feminino, do papel da mulher na religião, da natureza e de uma visão mais holística do cosmos.

Bons ventos trazem essas novas (e antigas) tradições. Em muitos aspectos, o criador da wicca – tenha sido Gardner ou Crowley – estaria feliz com o resultado. Devemos muito a eles: a liberdade e o entendimento é fruto do trabalho dos dois.

domingo, 9 de outubro de 2011

Coração o ultero da casa


O período paleolítico foi o primeiro e o mais extenso que conhecemos da história da humanidade. durante esse período, o homem construiu sua primeiras ferramentas que eram instrumentos feitos de pedaços de madeiras, ossos e, pedra lascada. Os homens do paleolítico ainda não produziam seu próprios alimentos, não cutivavam plantas e nem criavam animais. consumiam os alimentos que encontravam na natureza, coletavam frutos, grãos e raízes. Caçavam todo tipo de animais e pescavam. e por isso eram nomades, quando o alimento acabava lá iam eles atrás de seu sustento em outro lugar.

O controle do fogo foi uma das maiores realizações humanas do paleolítico, representou uma das grandes conquistas do homem sobre o meio ambiente. Com o domínio do fogo e a utilização das primeiras ferramentas, o homem paleolítico venceu dois grandes inimigos: o frio e a fome. Depois veio a aprendizagem do cultivo de alimentos com a agricultura e a criação de animais, que a mitologia atribue a Ceres, Demeter, Saturno, Osiris..

Hoje a cozinha é um dos melhores lugares de nossas casas, inclusive para a prática da magia. A cozinha é o lugar do fogo sagrado, é como o útero da casa. Temos agora outra forma de viver, diferente dos humanos primitivos mas a proteção fornecida por nossos lares e o alimento são igualmente essenciais para a nossa saúde e bem estar. Mesmo que a maioria de nós temos a impressão de que os alimentos já nascem embalados, direto no supermercado, devemos ter consciência de todo seu processo de nascimento, crescimento e preparo para entendermos o valor de cada grão, de cada folha e fruto.

Numa sociedade machista como a nossa, as mulheres são levadas a detestar cozinhar. Falta de tempo? Uma mulher moderna não combina com a cozinha? Perde sua força por manter seu instinto materno e preparar seu alimento e da sua família? Coisas que me fazem pensar, apesar da procura pelo Divino Feminino estar crescendo, temos que trilhar um longo caminho de volta pra casa, ou pra cozinha!!

A natureza feminina permite que façamos várias coisas ao mesmo tempo. Então, gostar de cozinhar e de outros "afazeres domésticos" não fere nossa capacidade de também sermos excelentes profissionais fora de casa. Com a vida corrida que temos hoje para não sobrecarregar as mulheres, os casais devem entrar em um acordo para a divisão de tarefas - e ainda se divertir e aumentar suas afinidades com isso.

As mulheres foram e são capazes de se adequar às várias exigências de um mundo patriarcal, ditado por e feito para os homens; então está mais do que na hora dos homens procurarem entender e se fundirem ao modus operandi feminino, pois todos têm a ganhar com isso - chegando a um equílibrio e junção de forças.

O ato de alimentar acompanha o universo feminino e da maioria das fêmeas da natureza. Durante a gravidez o corpo da mulher se transmuta para alimentar adequadamente mãe e feto. O útero é um verdeiro caldeirão da vida. Amamentar o filhote é natural e não deve ser encarado como uma obrigação, mas como um prazer. Isto parece óbvio, mas o que vemos é que até isso está sendo arrancado de nossa espécie, principalmente no mundo ocidental. uma licença maternidade de 4 meses como temos no Brasil não é tempo suficiente para prover o bebê de todos os benefícios do leite materno.

Somos provedoras do sustento da vida desde o início e não é porque disseram que devemos ser submissas que devemos mofar em casa sem aproveitar nossos dons, nem porque somos trabahadoras, estudantes, mães, tudo ao mesmo tempo, que devemos nos esquecer de nossa natureza. Mulheres, saibamos à pesar de tudo consiliar todas as nossa qualidades, capazes disso nós somos, com certeza. Vamos rever nossas ligações com os alimentos, suas qualidades mágicas, seus aromas e sabores. todo prazer de preparar um alimento com amor que ortalece o corpo e o espírito.

O bom do banho





Os rituais e banhos de purificação causam muito mais que um efeito puramente psicológico como acreditam os céticos, embora o fator psicológico seja também importante. Existe o efeito espiritual que é o que muitos buscam, e o efeito fisiológico. Fisiológico? Sim fisiológico.

Sofremos diversas mudanças temperamentais durante o dia. raiva, estresse, angústia e outros sentimentos negativos acabam ocorrendo, o que gera diverssas substâncias químicas a partir do comando de nosso cerebro e que vão como uma avalanche direto para nossa pele. Até doenças estão indiscutivelmente ligadas a quadros emocionais e existe uma comunicação constante entre cérebro e pele. Somos realmente seres interessantes, somos capazes de modificar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos, nossas celulas estão constantemente sendo modificadas por nossos pensamentos!

Assim como quando estamos apaixonados ou felizes nossa pele parece ficar mais viçosa e saudável, o contrário também acontece quando estamos deprê. neurotransmissores- mediadores químicos que levam a mensagem de uma célula para outra- projetam substâncias agressivas na pele, o nível de hormônios importantes baixa, os receptores neuropeptídicos na superfície externa das células da pele ficam distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e tudo isso é secretado pelas fibras nervosas da pele permanecendo em sua superfície. Algumas substâncias simplesmente evaporam, outras são gradualmente reabsorvidas, formando um ciclo, uma barreira praticamente física ao equilíbrio espiritual.

Como citou Shakespeare “ Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos”

Esses traços químicos de sensações e sentimentos ruins podem ser retirados com a limpeza física através da água que é, além de outras coisas, um purificador muito potente. Além dos benefícos gerais conhecidos por todos de limpar o corpo, ela nos livra das experiências acumuladas. Sem falar das comprovadas características anti-sépticas, antinflamtórias e té antibióticas de muitas ervas e materiais de purificação comumente usados.

Um exemplo de purificação física e espiritual:


Natro


A água de natro, à base de sódio, era muito usada no antigo Egito para purificar o corpo e um de seus mais importantes portais, a boca. Uma versão mais moderna do natro pode ser criada misturando bicabornato de sódio a água mineral ou de fonte. Para a purificação esfregue a água de natro pelo corpo durante o banho, faça um bochecho para purificar a boca também.
Fonte: Fada bruxa

Vassoura de bruxa

 bruxas e bruxos não usam suas vassouras para voar nem seus caldeirões para fazer cozidos de dragão ou sopa de sapo, mas estes instrumentos são utilizados nos rituais e feitiços, além do seu uso comum no dia a dia. A vassoura doméstica original era feita com um punhado de planta amarrado ao redor de um cabo.

A vassoura está presente na sabedoria folclórica de diversos países e culturas, dos romanos aos chineses. A constante aparição possuía na verdade um significado fálico. Coisas que são símbolos de sexo são símbolos de vida e coisas boas, por isso muitas vezes a vassoura é utilizada para afastar o mau-olhado ou pessoas indesejadas.

Em um artigo de Charles G. Leland e Albert Barrére (”A Dictionary Of Slang, Jargon and Cant”), é-nos dito que um termo de gíria de antigamente para um pênis artificial era um “cabo de vassoura”, e as genitais femininas eram conhecidas vulgarmente como “a vassoura” “Dar uma escovada” era o mesmo que ter relações sexuais.

A vassoura pode ser vista como nada mais nada menos que a própria representação do rito sexual, com o cabo (pênis) ligado ao tufo (vagina). Essa definição provavelmente é muito antiga, especialmente se analisarmos o mito de “bruxas voando em vassouras”. Há uma teoria bastante provável de que as bruxas, para abençoar as colheitas (em um ritual de fertilidade), pulavam sobre vassouras à noite nos campos. Quanto mais alto se pulasse, maior a bênçãos da fertilidade. Além de tudo, era mais divertido.

Uma teoria como essa pode ser ou não verdade, mas o fato é que faz bastante sentido. Algumas pessoas devem ter visto essa cena se repetir e espalhou-se que as bruxas “voavam” em suas vassouras. Todo o rito de fertilidade, o simbolismo sexual da vassoura, os festivais da colheita e as bruxas. É muito mais razoável do que simplesmente dizer que elas voavam mesmo em vassouras.

Com o passar do tempo, os cabos das vassouras passaram a ser feitos com materiais mais duráveis, e a combinação comum era de galhos de bétula para a escova, estaca cinzenta para o cabo e salgueiro de vime para amarrar. Mas isso variava bastante de região para região. Em outros lugares, as madeiras tradionais são os ramos de carvalho para os galhos, nogueira para o cabo e bétula para amarrar.

Todas essas plantas e árvores são cheias de significados mágicos e sagrados, aparecendo inclusive no alfabeto das árvores druidas (Ogham). Claro que isso é uma mistura total de culturas, mas os bruxos modernos têm todas essas informações disponíveis e podem usá-las em suas práticas, se seguirem uma linha mais eclética.

Uma forma muito simples de usar sua vassoura magicamente é varrendo uma área cantando algo sobre purificação e visualizando a limpeza astral do lugar. Isso irá purificar todo o espaço e trazer tranquilidade ao ambiente.
Fazendo a sua própria vassoura

O festival celta de Imbolc é um período de purificação e é a época ideal para confeccionarmos uma vassoura, mas você pode confeccioná-la quando quiser. Ela servirá para varrermos tanto fisicamente como energeticamente as energias do local ritual, além, é claro, de varrer a sua casa.

Salgueiro é “a árvore sagrada dos celtas” e é tradicionalmente a madeira usada para se fazer a vassoura. No entanto, qualquer madeira que lhe tenha um significado especial pode ser usada.

Além do cabo da vassoura, você precisará de:
- ramos e folhagens (pode ser também de salgueiro, ou de algumas ervas como arruda);
- pincel e tintas coloridas;
- fitas coloridas;

Pinte o cabo da vassoura da maneira que quiser. Seja criativo(a); utilize cores e símbolos da maneira que achar melhor para você. Você pode pintar o cabo nas cores branca, preta e vermelha, que são as cores que representam as três faces da Deusa. Deixe um dia secando.

Faça uma trança com as fitas que você escolheu. No dia seguinte, amarre as folhas ou folhagens em uma das pontas do cabo e prenda-as com as cordas trançadas.


Depois que a vassoura estiver pronta, você deve consagrá-la. Para isso, acenda um incenso de sua peferência e passe toda a vassoura pela fumaça, dizendo:


Eu te consagro pelo elemento ar.


Em seguida, passe a vassoura pelas chamas de uma vela vermelha e diga:


Eu te consagro pelo elemento fogo.


Respingue um pouco de água na vassoura e diga:


Eu te consagro pelo elemento água.


Toque o cabo da vassoura em um pires de sal, dizendo:


Eu te consagro pelo elemento terra.


Sua vassoura está consagrada e pronta para ser usada. Para limpar os lugares apenas energeticamente, varra a casa sem encostar a vassoura no chão, apenas simbolicamente, enquanto mentaliza todas as energias ruins sendo varridas de sua vida. Você também pode repetir este procedimento dentro do círculo ritual.

A vassoura pode ser usada para proteger a sua casa, bastando colocá-la atrás da porta principal.
Pentáculo



Falemos desse objeto chamado Pentáculo que para muitos é um pentagrama dentro de um círculo e quando colocado no altar representa o elemento Terra.
Muitos acreditam que a palavras pentagrama vem do grego: pentagrammon que significa “cinco linhas”. Enquanto pentáculo vem de pentaculum que se trata de uma referência especifica a um amuleto pendente, não necessariamente um pentagrama. Muito embora a maioria dos pentáculos conhecidos sejam exatamente isso: um pentagrama dentro de um círculo…
O fato é que os pentáculos datam das épocas remotas: a história nos leva a crer que eles estavam presentes nas mais diversas culturas e religiões dos povos antigos e até a própria bíblia trás diversas citações sobre eles.
Acredita-se que os Tessalonicenses possuíam um pentáculo que servia para impedir a vinda da Besta Apocalíptica para a Terra. Também há os diversos "selos" citados no apocalipse que talvez venham a ser uma referência aos pentáculos.
Os antigos magos, guerreiros, reis e nobres já usavam os pentáculos para as mais variadas finalidades: vencer guerras, proteção pessoal, proteger-se contra os maus espíritos, contra inveja, para ser amado por todas as mulheres, descobrir tesouros, possuir riquezas e honras, curar ferimentos, ter saúde e vida longa, e por aí vai.
Dizem por aí que até o Rei Salomão fez muito uso desta arte usando-os inclusive para evocar e exorcizar espíritos.
O uso de talismãs e pentáculos entre os magos e bruxas de todos os tempos é tão popular que é praticamente impossível listar todos eles. Os grandes guerreiros como Alexandre, Marco Polo, Napoleão Bonaparte também possuíam seus pentáculos pessoais. Um exemplo de pentáculo bastante conhecido é a suástica de Hitler que foi idealizado pela seita tibetana dos BON-PO ou Mantos Negros com a finalidade de criar uma egrégora de proteção ao movimento nazista e às ideologias de Hitler.
O importante é saber que Pentáculos são símbolos mágicos com suas características e atribuições, destinados a um ritual específico. Sendo assim, nós devemos escolher esse instrumento de acordo com nosso aprendizado ao longo do tempo.
Conforme vamos aprendendo e entendendo os sentidos e significados da Grande Arte, o nosso olhar se torna muito mais intuitivo e fica mais fácil identificar os elementos que precisamos ter junto a nós para os momentos de “poder”.
Obs. Não pensem na palavra poder como sendo a coisa mais importante do planeta. Os poderes da magia vem da natureza e só o alcançamos quando estamos perfeitamente equilibrados. Algo que pode acontecer hoje, amanhã ou simplesmente nunca acontecer. Só depende da gente.
Lembre-se que a magia é cheia de pequenos símbolos e a estes são atribuídos pequenas formas de poder, mas esse poder vem de você e das forças naturais. Não vai te levar a ser um rei ou uma rainha ou ao domínio do mundo (hahahahaha). Esse pode vai simplesmente  contribuir para que seu corpo, sua arte, sua vida e sua mente encontrem um equilíbrio entre você e o resto do universo, afinal, você é uma pequena parte de todo o resto.
A magia está em nós e nas coisas que fazemos, não se esqueçam disso.


Pentáculo (um pentagrama inscrito num círculo), é um símbolo há muito tempo associado à Magia e ao Ocultismo, ocupando papel de destaque na Wicca, ou Bruxaria Moderna. Há quem diga que o pentagrama vem do grego pentagrammon que significa “cinco linhas”. Enquanto pentáculo vem de pentaculum que se refere a um amuleto pendente, não necessariamente um pentagrama.
Podemos encontrar pentáculos (uma estrela de cinco pontas rodeada por um círculo) na decoração de objetos da Suméria, cerca de 2700 a.C., e também na escrita hieroglífica do Antigo Egito. O pentagrama figura fortemente também na cabala hebráica.
A Bruxaria o utiliza de forma marcante. A Wicca possui uma forte influência de elementos da Religião Celta, mas curiosamente o Pentagrama - praticamente o "crachá" que identifica o Wiccano - não é originalmente um símbolo celta. Na verdade, o Pentagrama já vinha sendo utilizado como símbolo de poder mágico por muitas outras tradições anteriores à Wicca.
Encontramos o Pentagrama na Magia Cerimonial, em Thelema e muitas outras. Ocultistas como Eliphas Lévi e Papus desenvolveram o tema do pentagrama e seu uso mágico em suas obras. De modo bastante interessante, algumas igrejas templárias em Portugal possuem vitrais na forma de pentagramas.
Essa ordem de monges guerreiros, tão importante na história do ocidente, ficou famosa por suas inúmeras associações com o ocultismo, a ponto de serem vitimados pela Inquisição. A presença do pentagrama em suas construções parece confirmar seu aspecto herético e ocultista. Os Templários receberam seu nome justamente por se instalarem nas ruínas do Templo de Salomão durante o período em que permaneceram em Jerusalém.
Os significados do pentagrama são muitos, dependendo da tradição:
  • Pode simbolizar a união dos Quatro Elementos (Terra, Água, Fogo e Ar) ao Quinto Elemento, a Quintessência, ou Princípio Vital;
  • Simbolizaria também o ser humano, com os dois pés as pontas inferiores) plantados no solo, os braços abertos em louvor (as pontas intermediárias) e a cabeça voltada ao céu (a ponta superior).
  • É utilizado como símbolo iniciático em algumas tradições Wiccanas (como a Gardneriana, por exemplo).
Algumas tradições diferenciam o pentagrama com a ponta solitária voltada para cima como sendo positivo, enquanto que a com a ponta para baixo é vista como negativa. Outras tradições não fazem essa diferenciação, aceitando o seu uso de qualquer dos modos.
No Tarot, o naipe Ouros é conhecido em inglês como "pentacles" (pentáculos) uma clara alusão a sua associação ao Elemento Terra.
Neste caso, o pentagrama simboliza todos os atributos do Elemento Terra, ou seja, a riqueza, o mundo material, o corpo físico. Como vimos acima, o Pentáculo com a ponta para cima pode ser facilmente identificado com o corpo humano.
Esta leitura simbólica torna fácil a associação do pentagrama com Leonardo da Vinci que, ao propor seu estudo das proporções humanas, o faz inserindo um homem dentro de uma figura circular, criando assim o homem perfeito.
Também na radiestesia vemos a utilização do pentagrama. Entre os radiestesistas, ele é utilizado como gráfico de proteção e limpeza.
Assim, podemos perceber que o pentagrama é um poderoso símbolo, associado desde as mais remotas eras à magia e ao ocultismo. Apesar de não ser um símbolo Celta, foi amplamente adotado pela Wicca, desde o seu surgimento, na década de 1950, e hoje identifica muitos dos seguidores dessa corrente neo-pagã.